Autor:

Mauricio de Siqueira-Professor de Economia Brasileira, membro do Centro de estudos de Ecodesenvolvimento e Agroecologia. 

E-mail:mauricio.uast.ufrpe@hotmail.com

Artigo:

A Necessidade do mercado em entender que a cultura de consumo está mudando é uma realidade que não podemos fugir.

                Um estudo da agência Euromonitor International, de 2017, indicou que nos cinco anos anteriores, o segmento de alimentos e bebidas saudáveis cresceu 12,3% ao ano, em média. No entanto, segmentos do agronegócio brasileiro tem andado em contramão a esse processo e representantes do setor no congresso e nas confederações de Indústrias e Agricultura do país, bem como parlamentares vêm unindo esforços para não cumprirem leis e até revogarem algumas vigentes no sentido da produção e do consumo sustentável e saudável.

                Um exemplo disso é o O Projeto de Lei 6299/02 mais conhecido como PL do Veneno, encontra-se em fase final de análise na Comissão Especial Deliberativa da Câmara dos Deputaddos desde o início de maio. Se o pacote de medidas for aprovado, o Brasil, que já é um dos campeões mundiais em uso de agrotóxicos, abrirá ainda mais suas portas para essas substâncias.

                O problema é: A busca por uma alimentação saudável no mundo inteiro já é uma questão de cultura e de busca por qualidade de vida e não mais de regulação ou legislação. A bancada ruralista e os empresários do agronegócio precisam compreender que produtos naturais e produtos saudáveis sem agrotóxicos e ou transgênicos é o futuro e protelarem essa mudança paradigmática se constitui numa perca de mercado e num atraso na corrida por busca de novos mercados.

                Boa parte da sociedade cada vez mais está preocupado em saber o que ela consome, como essa alimentação pode estar sendo saudável e se o consumo de substâncias presentes nela pode causar problemas na saúde e no meio ambiente.

A imagem abaixo comprova isso mostrando que não só o mundo tem buscado uma alimentação mais saudável e assim, aumentando a busca por orgânicos, mas mostra que no Brasil essa tem sido ainda mais acentuado.