Você refugiar-se no trabalho para compensar a falta de realização pessoal?

Tenta fugir de si mesmo e do cotidiano para não se deparar com o próprio deserto interior?

Sente-se incomodado consigo mesmo e com o próprio vazio da existência?

Se você respondeu sim para uma dessas perguntas, então você está vivendo uma crise existencial.

A crise existencial é uma fase muito comum no meio social e está relacionada diretamente com a falta de clareza sobre o sentido da vida. Ela é caracterizada por um sentimento de vácuo ou vazio interior, uma percepção de que a vida não tem sentido, propósito ou valor.

     O neurologista e psiquiatra Viktor Frankl afirma que esse vácuo está associado com a perda da perspectiva de futuro, restringindo a percepção de um “para quê viver”.   O indivíduo pode assumir uma forma de existência provisória, desencadeando um excesso de busca de prazer e poder, outras formas de sua manifestação é a falta de interesse por algo, ou não ter iniciativa para algo que verdadeiramente ame.

      Desde o início da civilização humana por meio dos pensamentos filosóficos buscamos repostas sobre a existência das coisas, do sentido da vida e do propósito existencial.

   A crise existencial também é conhecida como a falta de clareza do propósito de vida.

    No Brasil, esse termo “propósito de vida” tem sido muito utilizado e tem ganhado um espaço considerável na vida das pessoas.

    Existem muitas versões para definir o conceito de propósito de vida, no nosso entendimento o propósito de vida não é traçar um plano, metas e objetivos para ser alcançado, a isso damos o nome de projeto de vida.

      O propósito de vida é o sentido que damos a vida. Dar um sentido à vida não é saciar prazeres passageiros e individuais. Tudo o que fazemos em nossa vida fazemos porque damos um sentido; o trabalho, estudos, família, atividades físicas, decisões e hábitos culturais são alguns elementos que atribuímos sentidos.

         Porém, um dos problemas que tem agravado a crise existencial é a falta de tempo, muitos têm investido seu tempo para realizar propósitos de terceiros.

        A escolha por qualquer trabalho para garantir o sustento, a escolha do curso superior por causa do salário ou por influência dos pais, as regras sociais que ditam o que deve e como ser seguem a lógica do “faz o que os outros fazem (conformismo) ou o que os outros querem (totalitarismo)”.

          A falta de tempo nos impedi de olhar para o nosso interior e de parar para refletir sobre a vida, no que gostaríamos de trabalhar, estudar e fazer para dar um sentido à vida.

         É por isso, que um dos caminhos indicados para encontrar o propósito ou sentido da vida é a pratica da meditação.  Uma das funções da meditação é recuperar o tempo que foi roubado para o autoconhecimento.

        O roubo do tempo tem feito com o que o ser humano moderno sofra por não mais saber o que quer e o que deve fazer de sua existência.

        Se você ainda não descobriu o seu propósito de vida não precisa se desesperar, lembra do que falamos anteriormente sobre o tempo roubado?

         Então, descobrir o propósito de vida requer tempo para pensar, refletir e conhecer a si próprio, é saber usar o tempo a seu favor.

         Outro aspecto que é importante destacar é que assim como o tempo o propósito de vida não estático, se fosse, seriamos a mesma pessoa a vida toda.

       O sentido que damos a existência pode mudar de acordo com as mudanças dos pensamentos, opiniões e conhecimentos que adquirimos durante a vida. 

         Para sair da crise existencial ou descobrir o propósito de vida é necessário encontrar o seu lugar no mundo, saber quem você é, e como você se ver no mundo.          

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